26 de janeiro de 2013

Porta de Santiago ou Buraco das salinas


Olá Companheiro,

Conhece a Porta de Santiago? Ela faz parte da muralha de defesa da Alcáçova, construída após a conquista de Santarém aos mouros.
A mesma tinha como função permitir o acesso a Seserigo. Sendo por aqui efetuado todo o abastecimento à Alcáçova dos bens essenciais, levou a que a mesma fosse também conhecida como o buraco das salinas.

 

Aqui, tendo em conta o nome por que é conhecida, desenvolvemos a atividade Somos Sal, que teve como base o texto abaixo:

Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo-se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo: (…) Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há-de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.

   
 


 (MT 5)

Reflexão do grupo: Todos nós somos o sal, o condimento necessário para manter a igreja viva, escutamos, vivemos e partilhamos a palavra do Senhor. Partilhamos o seu banquete todos os domingos, mantendo-o vivo em nós.

20 de janeiro de 2013

Eu tenho um sonho....

Eu tenho um sonho, fazer a profissão de fé.  Renovar o meu batismo, sentir aumentar a minha fé em Jesus, acolhido por ti e pela minha familia, conseguir acabar com a fome, a guerra e conseguir que todos tenham pelo menos um teto e roupa para vestir, ajudar quem precisa. Continuar a seguir o teu caminho, ser igreja e afirmar perante ti que dou o meu esforço para a construção do Reino

6º volume/2013

Igreja Sta Maria da Alcaçova

Olá companheiros,

Na nossa caminhada conhecemos a história da igreja de Sta Maria da Alcáçova e falamos um pouco sobre a religião Judaica e a religião cristã, cuja sociedade, crenças e práticas diferem umas das outras, assim desta vez optámos por não te contar mas deixar aqui o desfio de seres tu a contar-nos, para isso basta que comentes connosco o que sabes e pensas sobre o assunto, mas, deixo-te aqui um pouco da história desta igreja, hoje diferente da traça inicial


Ig. Sta. Maria Alcáçova
"Em nome da Santíssima Trindade, Padre. Filho e Espírito Santo. Eu, D. Afonso, por graça de Deus, rei dos portugueses, começando minha jornada para o castelo, que se chama Santarém, propus em meu coração, e fiz voto, que Deus por sua misericórdia mo concedia, lhe ofereceria todo o direito eclesiástico e aos cavaleiros e mais religiosos do Templo de Salomão, que residem em Jerusalém em defensão do Santo Sepulcro, alguns dos quais me acompanharam nesta empresa. E porque o Senhor me fez tão grande mercê que deduziu a próspero fim meu desejo, portanto eu, D. Afonso, sobredito rei, com minha mulher a rainha D. Mafalda, fazemos doação aos cavaleiros nomeados de todo o direito eclesiástico de Santarém, para que o tenham e possuam, assim eles como seus sucessores, para sempre, de modo que não se entremeta nele pessoa alguma secular nem eclesiástica.
Feita esta escritura no mês de abril da era de 1185 [1147 da era cristã]."

Sete anos depois da conquista de Santarém aos Mouros, após doação de uma pequena parcela das terras do Paço real aos Cavaleiros Templários foi fundada a Igreja de Santa Maria da Alcáçova numa tentativa de sagração do território da fortaleza ou cidadela de Santarém sob orientação de D. Frei Pedro Arnaldo, cavaleiro templário e comendador de Santarém. 

Ao longo dos séculos esta igreja, que sediou a primeira freguesia cristã após a tomada da vila, sofreu diversas campanhas de obras que acabaram por ocultar os planos arquitetónicos primitivos, pelo que, hoje, estamos perante uma obra, que no essencial, é fruto das intervenções dos séculos XVII-XVIII e cuja descaracterização mereceu a Almeida Garrett e a Alexandre Herculano palavras de acerbo desdém. Obras recentes de restauro permitiram detetar, sob a estrutura seiscentista, vestígios importantes dos primitivos arcos medievais.

O seu interior alberga uma arca sepulcral que se supõe conter os restos mortais do infante Rodrigo Afonso, filho bastardo de D. Afonso III, que faleceu em 1302.

O templo é de invocação de Santa Maria, "culto” em expansão em todo o mundo cristão contemporâneo, cuja "Santa Maria" significava uma santificação de um lugar "pagão".

De destacar o singelo túmulo adossado à entrada do templo, em que um pequeno friso no mesmo destaca as inscrições “Simão Ruiz e sus herderos”, que piedosa tradição diz abrigar os corpos de um cristão e de sua apaixonada moura. (pequenos excertos retirados do livro de Arruda, Virgilio, “Santarém no tempo”, Braga 1997, sociedade Gráfica SA)  
  

 

 

 

13 de janeiro de 2013

Olá companheiros,

Tal como prometido vimos dar-vos a conhecer, como decorreu dois dos momentos da nossa atividade:


Bênção e oração do envio



Jovens:
Senhor, que o caminho que vamos percorrer se abra e nos guie ao teu encontro,
Que o Teu dom cresça em nós e nos ajude a levar a tua palavra,
Nos mantenha firmes, fieis ao teu amor e continuar a crescer na fé

 


Sacerdote:
Que a luz do Espirito Santo ilumine o vosso caminho
A sabedoria inunde a vossa mente
A ternura encha o vosso coração
A força fortaleça o vosso corpo
A paz preencha o vosso mundo
A bênção do Espírito Santo habite em vossa vida

 


Cântico
Ide por todo o mundo 
proclamar a minha palavra. 
Ide por todo o mundo 
levar a libertação.


A conquista

Santarém parecia impossível de conquistar. Situada no alto de um monte, rodeada de muralhas e torreões, equipada com boas máquinas de guerra e defendida por soldados aguerridos, era um alvo desanimador. Mas D. Afonso Henriques, em vez de recuar perante as dificuldades, aplicava-se a imaginar soluções engenhosas para alcançar o que queria. E queria absolutamente conquistar Santarém.
Depois de muito pensar, decidiu incumbir Mem Ramires de ir sozinho e em segredo escolher os melhores caminhos para se aproximarem da cidade e um lugar do muro que se pudesse escalar com alguma segurança. Só depois de receber essas informações traçou o plano final.
No dia 9 de Março de 1147 saiu de Coimbra com um pequeno exército, tendo o cuidado de não dizer exatamente ao que iam. Quatro dias depois acampavam em Pernes, e então sim, reuniu os homens, explicou o que tencionava fazer e distribuiu tarefas. Antes de mais nada, era necessário construir escadas, dez escadas que a coberto da escuridão se encostariam à muralha. Todas ao mesmo tempo. Junto de cada escada estariam doze homens prontos a subir com rapidez, e assim, quando os mouros dessem por isso, já lá estariam em cima cento e vinte cristãos. Os cavaleiros entusiasmaram-se com o projeto mas pediram-lhe que não participasse, pois receavam que lhe acontecesse alguma coisa e não queriam ficar sem rei. Mas D. Afonso Henriques respondeu:
- Eu estou convosco e serei o primeiro. Ninguém poderá separar-me da vossa companhia quer na vida quer na morte. E se tiver que morrer sem esta cidade estar conquistada, peço a Deus que não me deixe sair vivo deste combate!
As suas palavras levaram o exército ao rubro. E como nessa noite viram uma grande estrela cadente riscar o céu e cair para as bandas do mar, todos acharam que era bom presságio.De madrugada puseram-se em marcha rumo ao local escolhido por Mem Ramires.
Quando os primeiros homens lá chegaram acima ouviram as sentinelas mouras perguntar: «Manhu?», o que significa «Quem sois?». Não responderam, e então as sentinelas deram o alarme, gritando: «Annachara! Annachara!», ou seja, «Cilada de cristãos!»
Mas era tarde de mais. Na muralha circulavam já de espada em punho muitos cavaleiros de D. Afonso Henriques, outros destruíam as portas de madeira com machados e pedras... A conquista foi rápida e fulminante; poucas horas depois Santarém fazia parte do reino de Portugal.

D. Afonso após a conquista e em frente a porta escancarada, deixou-se cair de joelhos em terra, erguendo a Deus comovida ação de graças.  (Esta descrição da conquista de Santarém foi feita com base no relato escrito por um cavaleiro que se julga ter participado no assalto à cidade. O relato chegou até aos nossos dias. in Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Portugal - História e Lendas, ed. Caminho)

 

 

 

 

 



Até á próxima...